Fevereiro, o mês das emoções e dos afetos!
Neste mês, as pessoas adultos/jovens/crianças, começam a sentir uma libertação no seu estado de alma
e que, provavelmente, tem a ver com os dias maiores, mais ensoleirados e menos frio.
Durante a primeira quinzena de fevereiro, os alunos do nosso Agrupamento foram convidados a ler, pensar e falar de emoções. O Livro e a leitura foram a atividade de eleição e a partir de uma diversidade de histórias que abordam a temática de variadas perspetivas, as nossas crianças desde o Jardim de infância, ao 3º ciclo foram sensibilizadas. O objetivo prende-se com a necessidade das crianças contactarem com livros desde cedo, ouvirem histórias regularmente de forma a adquirirem uma linguagem mais rica, tanto no que respeita à expressão como à compreensão. No final as crianças foram convidadas a registar o que ouviram e observaram através da expressão plástica.
As emoções, na generalidade, foram transmitidas de uma forma rica e diversificada. Deixamos aqui alguns exemplos dos trabalhos criados.




História do Dia de São Valentim
“O bispo Valentim viveu no Império Romano no século III. Na época, o Império estava envolvido em muitas guerras e poucos se alistavam como soldados para ajudar nas batalhas. O imperador Claúdio II pensou que o problema era o facto de ninguém querer abandonar suas esposas, noivas e namoradas para se arriscar numa guerra.
Por isso, o imperador decretou que o casamento fosse proibido durante as guerras! Mas o bispo Valentim não conseguiu concordar com isso e declarou-se contra essa lei e continuou a realizar casamentos, apesar da proibição.
Quando a sua prática foi descoberta, ele foi preso e condenado à morte. Durante esse período, muitas pessoas lhe enviavam cartas e flores, contando-lhe que ainda acreditavam no amor e agradecendo pelos seus atos. Foi também na cadeia que ele se apaixonou pela filha de um dos carcereiros, que era cega. Por um milagre, foi ele que restaurou a sua visão. Mas infelizmente a sua condenação à morte impediu que ficassem juntos.
Porém, antes de ser executado, Valentim escreveu um recado de despedida à sua amada. “
Amor é fogo que arde sem se ver
(Luís Vaz de Camões)
Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
(Fernando Pessoa)
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)









